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Dengue em crianças: o que pais precisam saber

  • 5 de jan.
  • 4 min de leitura

A dengue é uma das principais doenças infecciosas no Brasil e representa um desafio importante na infância, especialmente em períodos de maior circulação do mosquito transmissor. Em crianças, a doença pode se manifestar de forma diferente dos adultos, com sintomas por vezes inespecíficos e evolução que exige atenção redobrada. Por isso, informação de qualidade e orientação adequada são fundamentais para garantir diagnóstico precoce, manejo seguro e prevenção eficaz.


Sou Dra. Patrícia Tiemi, pediatra, e neste texto explico de forma simples tudo o que pais e responsáveis precisam saber sobre dengue em crianças, com base nas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, do Ministério da Saúde e em evidências científicas atuais.


O que é a dengue e por que ela preocupa na infância

A dengue é uma doença viral causada pelo Flaviviruse e é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Existem quatro sorotipos do vírus (DENV-1, DENV-1, DENV-3 e DENV-4), e a infecção por um deles não confere proteção completa contra os demais, o que significa que uma mesma criança pode ter dengue mais de uma vez ao longo da vida.


Na infância, a preocupação é ainda maior porque:

  • Os sintomas podem ser menos típicos, dificultando o diagnóstico inicial.

  • Crianças podem desidratar mais rapidamente.

  • O risco de formas graves existe, principalmente em reinfecções ou em quadros não acompanhados de perto.

Por isso, a dengue em crianças deve sempre ser encarada com seriedade, mesmo quando os sintomas iniciais parecem leves.


Como a dengue se manifesta nas crianças

Os sinais e sintomas da dengue em crianças variam conforme a idade e a resposta do organismo ao vírus. Em muitos casos, o início é súbito e pode incluir:


Temperaturas do corpo

Sintomas mais comuns

  • Febre alta (geralmente acima de 38,5 °C)

  • Prostração e cansaço intenso

  • Dor no corpo ou nas articulações (nem sempre verbalizada pela criança)

  • Dor de cabeça

  • Falta de apetite


Sintomas gastrointestinais

Em crianças, é muito frequente a presença de:

  • Náuseas e vômitos

  • Dor abdominal

  • Diarreia

Esses sintomas merecem atenção especial, pois aumentam o risco de desidratação.


Manifestações na pele

Algumas crianças apresentam:

  • Manchas vermelhas pelo corpo

  • Coceira

  • Pele sensível ao toque


Sinais de alerta

Os sinais de alerta indicam risco de evolução para dengue grave e exigem avaliação médica

imediata:

  • Dor abdominal intensa e contínua

  • Vômitos persistentes

  • Sonolência excessiva ou irritabilidade

  • Sangramentos (nariz, gengiva, fezes ou vômitos com sangue)

  • Diminuição da urina

  • Extremidades frias ou palidez

Reconhecer esses sinais precocemente pode salvar vidas.


Quando suspeitar de dengue em uma criança

A suspeita deve ser considerada sempre que a criança apresentar febre aguda associada a sintomas inespecíficos, principalmente se:

  • Mora ou esteve em área com circulação de dengue

  • Há outros casos suspeitos ou confirmados na família, escola ou bairro

  • O quadro ocorre em períodos de maior incidência da doença

É importante lembrar que nem toda febre é dengue, mas toda febre em contexto epidemiológico compatível deve ser avaliada com cautela.


Como é feito o diagnóstico da dengue infantil


O diagnóstico da dengue é baseado na combinação de avaliação clínica, contexto epidemiológico e exames laboratoriais, quando indicados.


Avaliação clínica

O pediatra analisa:

  • Sintomas apresentados

  • Tempo de evolução

  • Estado geral da criança

  • Presença ou não de sinais de alerta


Exames laboratoriais

Podem incluir:

  • Hemograma completo

  • Testes específicos para dengue (antígeno NS1, sorologia)

Nem sempre os exames são solicitados na primeira consulta; isso depende do dia da doença e da condição clínica da criança.


Tratamento da dengue em crianças

Atualmente, não existe tratamento específico que elimine o vírus da dengue. O cuidado é focado em suporte clínico, monitoramento e prevenção de complicações.


Hidratação: o ponto mais importante

A hidratação adequada é fundamental e pode ser feita por:

  • Água

  • Soro de reidratação oral

  • Leite materno (em bebês)

Em alguns casos, pode ser necessária hidratação venosa, sempre em ambiente hospitalar.


Controle da febre e dor

  • Utiliza-se paracetamol ou dipirona, conforme orientação médica.

  • Medicamentos como ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios não hormonais são contraindicados, pois aumentam o risco de sangramentos.


Acompanhamento clínico

Mesmo crianças com quadro leve devem ser reavaliadas, pois a dengue pode evoluir após a fase febril. O acompanhamento médico é essencial para detectar precocemente qualquer sinal de gravidade.


Possíveis complicações da dengue na infância

Embora a maioria das crianças evolua bem, a dengue pode causar complicações, como:

  • Desidratação grave

  • Alterações hemorrágicas

  • Choque por extravasamento de plasma (dengue grave)

Essas complicações são menos frequentes quando há diagnóstico precoce, hidratação adequada e acompanhamento correto.


Prevenção: como proteger as crianças da dengue

A prevenção ainda é a principal arma contra a dengue, especialmente em crianças.


Medidas ambientais

  • Eliminar água parada em vasos, pratos de plantas, calhas e recipientes

  • Manter caixas d’água bem vedadas

  • Descartar corretamente lixo e objetos que acumulem água


Proteção individual

  • Uso de repelentes adequados para a idade, sempre conforme orientação do pediatra

  • Roupas de manga longa e cores claras

  • Uso de telas em portas e janelas, quando possível

  • Admnistração da VACINA a partir dos 4 anos de idade


Ambiente escolar e coletivo

Escolas e creches também devem adotar medidas de controle do mosquito, reforçando a importância da prevenção coletiva.


A importância do acompanhamento pediátrico

A dengue é uma doença dinâmica, que pode mudar de comportamento ao longo dos dias. Por isso, o acompanhamento pediátrico garante:

  • Avaliação contínua da evolução da doença

  • Orientações individualizadas para cada criança

  • Segurança no manejo da febre e da hidratação

  • Redução do risco de complicações

Pais e responsáveis nunca devem hesitar em procurar atendimento médico diante de dúvidas ou piora do quadro.


Considerações finais

A dengue em crianças exige atenção, informação e cuidado. Reconhecer os sintomas, buscar avaliação médica precoce, seguir corretamente as orientações e investir em prevenção são atitudes que fazem toda a diferença na proteção da saúde infantil.


Caso tenha dúvidas ou precise de orientação personalizada, estou à disposição para ajudar. Agende uma consulta com Dra. Patrícia Tiemi – Pediatra em Ribeirão Preto – clique AQUI para entrar em contato.

 
 
 

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